Você não me pega
-- Você que sabe
Você me pega,
Você sabe
segunda-feira, 30 de abril de 2018
domingo, 30 de abril de 2017
casa zero zero
meu meu
o mar está mais perto
o mato chegou à porta
temos novos vocábulos
-- são novos pares
além de eu e você
agora falamos em
geada e céu estrelado
quintal e lareira
jipe e fusca
acredite
parece-me uma bela fuga
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
gauche, guache
nunca tive habilidade no trato com crianças. meus murmúrios de vez em quando saem ininteligíveis para algumas.
VAI, VAI SER GAUCHE NA VIDA.
foi o que resmunguei quando a menina correu de mim, em direção à mãe. ela deu meia volta e me olhou, sem entender. eu gritei, como se quisesse explicar: GUACHE. para minha surpresa, ganhei um abraço.
desmanchei. também fui guache naquele momento.
VAI, VAI SER GAUCHE NA VIDA.
foi o que resmunguei quando a menina correu de mim, em direção à mãe. ela deu meia volta e me olhou, sem entender. eu gritei, como se quisesse explicar: GUACHE. para minha surpresa, ganhei um abraço.
desmanchei. também fui guache naquele momento.
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Augusta, trans-rua
reparo num homem de chapéu de palha que pinta a sua própria fachada, letra por letra. usa um fino pincel, tinta vermelha e muito cuidado pra não borrar a parede branca. s a p a t e i r o.
me dei conta do tempo em que fiquei observando aquilo enquanto esperava na fila da costureira, do lado do açougue, quase em frente à vidraçaria, perto da feira de rua onde tem caldo de cana sabor limão e abacaxi. vou lá toda quinta, comer pastel e receber dicas das senhorinhas. à tarde, às vezes, bate uma vontade de passar na loteria (nada de mega sena. vou de quina mesmo. vai que). lá, apenas senhores, alguns também de chapéu.
dá pra perceber que é outro tempo, esse. o dia. a manhã. a tarde. na rua.
à noite?
não cabe tanta gente nos botecos. traveste-se. trans-ladeira da embriaguez. trans-rua dos jovens e gringos em tours alcoólicos. bloco do beija-beija. gritos adolescentes que ecoam até de manhã, quando os garis varrem as garrafas de vidro deixadas no chão.
me dei conta do tempo em que fiquei observando aquilo enquanto esperava na fila da costureira, do lado do açougue, quase em frente à vidraçaria, perto da feira de rua onde tem caldo de cana sabor limão e abacaxi. vou lá toda quinta, comer pastel e receber dicas das senhorinhas. à tarde, às vezes, bate uma vontade de passar na loteria (nada de mega sena. vou de quina mesmo. vai que). lá, apenas senhores, alguns também de chapéu.
dá pra perceber que é outro tempo, esse. o dia. a manhã. a tarde. na rua.
à noite?
não cabe tanta gente nos botecos. traveste-se. trans-ladeira da embriaguez. trans-rua dos jovens e gringos em tours alcoólicos. bloco do beija-beija. gritos adolescentes que ecoam até de manhã, quando os garis varrem as garrafas de vidro deixadas no chão.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Espolhos
todo mundo usa
no lugar do olho
um espelho
uma troca de olhar:
infinito todo instante
batom na faixa de pedestres
cabelo no café
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Passava areia de mão em mão
meu tempo encaixa
há praia, ainda bem
vi cabelos soltos
há praia, ainda bem
vi cabelos soltos
veio logo o problema
com o tamanho de
aguar seu suco
molhar seu quarto
usar seu pano
beijar sua bacia
sábado, 22 de setembro de 2012
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