domingo, 20 de maio de 2012

20 de maio. Dia.

Reunião familiar. Chega Raúl Castro, entra na minha cozinha e lança: "Monike, você é filha de Fidel".

sábado, 19 de maio de 2012

Percebi

A gente dá praia.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Apicha

peco
tentando explicar o que sinto
perco
o sentido

eu, mudo
sou menos enigma

prefiro então ser mato
olfato

natural é ser mato
esperar pelo bravo

por isso as florestas estão sempre cantando

Sotaque, clichê migrante

Um sotaque é mais que um acento
É forma, mas também incremento
Só Deus sabe como fala Mariazinha ao relento
A proteger seu filho melequento
De tomar qualquer vento
Tenha cuidado!
Depois, pra curar, só uguento
De uma dor que o nomeia lazarento
Vê se te cuida mermo
Dali a pouco vai desgrudar para ganhar sustento
Dar adeus ao amigo cão sarnento
Crescer encarando sargentos
Desobedecer os pensamentos
Palavra articulada requer muito tratamento
Mastigar nunca foi seu talento

terça-feira, 1 de maio de 2012

30 de abril. Noite.

Sonho. Sonho muito. Toda noite. Mas desta vez foi diferente. A sequência? Um beijo de um desconhecido. Um banheiro. Um espelho. Meu reflexo. Meu cabelo. Por debaixo dos fios, meu cérebro em carne viva, latente. As cores: muito vermelho, roxo, tons terrosos. Podia tocá-lo. E à espreita, espiava para dentro de meus neurônios. Via apenas um espaço vazio, com elementos flutuantes e estacas de madeira. Madeira. Uma estrutura esparsa que se estendia até os meus pés. O meu cérebro rompia os limites da minha cabeça e avançava o vazio do meu corpo. Senti medo. E voltei ao beijo.