terça-feira, 1 de maio de 2012

30 de abril. Noite.

Sonho. Sonho muito. Toda noite. Mas desta vez foi diferente. A sequência? Um beijo de um desconhecido. Um banheiro. Um espelho. Meu reflexo. Meu cabelo. Por debaixo dos fios, meu cérebro em carne viva, latente. As cores: muito vermelho, roxo, tons terrosos. Podia tocá-lo. E à espreita, espiava para dentro de meus neurônios. Via apenas um espaço vazio, com elementos flutuantes e estacas de madeira. Madeira. Uma estrutura esparsa que se estendia até os meus pés. O meu cérebro rompia os limites da minha cabeça e avançava o vazio do meu corpo. Senti medo. E voltei ao beijo.

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